Dia de gravação depois do último EstaDiário virou dia de gelo da equipe. (brincadeira)
Ninguém perguntou nada, nem comentou do programa, mas o clima politicamente correto de hoje, não será de forma alguma violado por um estagiário como eu (rs)…
Cheguei no Roda Viva já cansado. O mal estar que o TCC vem me causando só não é maior do que a necessidade de agüentar o clima de tensão familiar no advento do casamento da minha irmã mais velha, primeira filha que sai de casa. Mas… “problema babaca não passa a catraca” – frase minha, pensada ao ver o tanto de descaso que existe em relação a vida pessoal das pessoas no ambiente de trabalho. Porém foi o único sentimento hostil do dia, afinal de contas o Roda Viva de hoje foi bem interessante.
Convidado negro, humor dos entrevistadores, branco, claro… afinal de contas, qualquer piadinha racista só seria admissível por pessoas como eu, verdadeiro afro descendente, que não poucas vezes já sentiu na pele alguma espécie de preconceito por não ter raízes alvas.
Brincadeira ou não é já normal sofrer gozações… por ser estagiário, ou filho de nordestino, negro, pobre, mas qualquer manifestação que denunciaria essa situação soaria como defesa inocente, de uma vitima de um mal hereditário que se encarnou na cultura brasileira e que, Machado de Assis, Sergio Buarque de Olanda e tantos outros intelectuais tupiniquins nunca deixaram de esconder.
Claro que é bem tênue a linha do coleguismo, da relação politicamente correta e o preconceito. Este parte de relações verticais, sentimentais, entre seres humanos que acreditam realmente que as escolhas deles, ou características físicas, culturais, são melhores que as dos seus semelhantes.
Muitos desses assuntos foram abordados por Zulu Araújo. Senhor simpático, sorridente. Engraçado como, não raramente, encontramos esse jeito alegre, jocoso, nas pessoas de pele negra. Pode ser preconceito meu, mas realmente acho difícil encontrar um negro mal humorado… enfim.
Como começou, terminou o programa…
O mais estranho é que, justamente num programa de negros, desapareceu um dos kits dos participantes… suspeitas, estranhamento, tudo muito misterioso. E claro… só não sobrou para mim, pois estava no “centro” pegando os primas da bancada. (Isso sim é uma constatação preconceituosa, que mostra que muitas vezes o preconceito nasce de dentro para fora!)
“Gostou do programa?” – perguntou a Lucia. E foi só…
Levar fitas no tráfego, pegar outras, e bem, ir embora cansado, um pouco mais!
Sem ninguém conversar muito comigo!
Arquivado em: [EstaDiário]
Vendo a recepção dos meus colegas de trabalho a respeito dos comentários e relatos citados no Estadiário do dia 9 de Novembro de 2009, resolvi escrever essa nota de esclarecimento para não deixar nenhum mal entendido.
Sobre o termo “Mau caráter”, não foi empregado com a intenção de ofender ou caluniar os membros da equipe, mas com sentido jocoso, brincar com as situações que a vida profissional tantas vezes nos proporciona e que nem sempre podemos expressar nossa opinião de maneira livre, sem escrúpulos.
A minha colega Lúcia em nenhum momento estava cansada do Programa, mas demonstrava cansaço com a monotonia, específica da gravação do dia.
Mesmo assim, peço desculpas pela ambiguidade e exposição que meus relatos acabaram oferecendo aos colegas de Roda Viva.
Terminados os quatro anos do curso de jornalismo, período noturno, com 80 horas/mês de aula, se chega a aproximadamente 2500 horas de aula, descontando faltas dos professores, semanas do saco-cheio e ausências do aluno….
Mas tudo isso para que? Se no final das contas você vai passar a maioria do tempo correndo para lá e para cá, carregando fitas, primas, pedindo para gente assinar papel?”
Vim pensando isso no ônibus, enquanto vinha para mais um dia de gravação do Roda Viva, que recebeu o presidente da Fundação Bienal de São Paulo, Heitor Martins.
Claro que pensamentos assim não têm sido raros no advento da minha formatura. Afinal de contas, é bem o momento em que a gente se vê com as cartas nas mãos e pensa que jogada fazer, na “mão de 11” que é essa bendita fase vida.
E enfim, tentando entender os sinais do meu Parceiro de jogo, percebo que não preciso me preocupar com o trabalho, mas no como procuro realizá-lo, tentando melhorar nos detalhes e buscando “resignificar” as coisas aparentemente pequenas.
Foi nesse espírito que cheguei nesta segunda-feira na Redação. Cumprimentei a equipe, fui buscar os primas na arte e logo me ofereci para ajudar o Edu nas tarefas simples, mas essênciais em dias de gravação.
Rotina comum: restaurante executivo, convidados e um detalhe para o entrevistado nervoso e sorridente (talvez por causa do nervosismo).
“15 minutos de fama” é o comentário maldoso de uma fonte que prefiro ocultar, mas que até “tendo” a concordar após o final da gravação.
Deixando de lado o fato raro de que ele chegou com bastante antecedência, achei Heitor Martins um tanto quanto insosso e o programa seguiu o ritmo do “Centro”.
Talvez um momento legal foi encontrar o Cypriano, bom professor que tive no terceiro ano na PUC e que vinha para tentar dar uma “alegrada” na morbidez da entrevista.
Sem correrias, sem nenhum stress. O Roda Viva foi tranqüilo, afinal de contas, depois de um mês, a equipe estava novamente completa.
Voltei ao estúdio, para acompanhar a gravação ao lado da Lúcia e ajudar naquilo que fosse preciso.
“Não agüento mais”, confessou Lúcia.
“É um tema chato” admiti.
Até que a vinheta final silenciou e levantamos para entregar os kits com presentes aos entrevistadores.
“Foi bom? Vocês gostaram?” perguntou Cypriano.
“Nossa, foi bem legal” disse eu e a Lúcia, quase em um uníssono “ritornello”.
Era mentira, claro! Mas como tem gente que gosta de arte, de jogo de cartas, de jornalismo e nesse mundo louco que até estagiário é “roubado” (né Edu?) tudo pode acontecer, pode até ser que quem assistiu, tenha realmente gostado do que viu.
Mentira… (?)
Caramba… to ficando um mau caráter!
Gravação do Roda Viva e feriado perdido não é mais nenhuma novidade.
Claro que o incomodo é só maior porque faltam exatos 40 dias para apresentação do meu passaporte para o mundo dos diplomados, mesmo que, como se sabe, diploma de jornalista hoje em dia é que nem certificado de mestre cuca (já dizia vossa excelência Gilmar Mendes).
Cheguei as 16:45 pois já havia me programado para trabalhar em outros projetos, sabendo que teria que ficar a noite trabalhando… isso me levou a uma salutar bronca do Monga, diretor do programa.
Ausências importantes da nossa equipe também aumentaram a nossa responsabilidade para que tudo ocorresse nos “conformes” e por isso não me senti no direito (e com o tempo) de parar para me questionar sobre o ocorrido…
Cheguei no restaurante executivo e, pouco a pouco, os convidados iam preenchendo o ambiente com conversas, o tilintar de copos e mastigar dos “sempre bons” pães de queijo.
O dia ensolarado parece que possibilitou o clima de bom humor e atmosfera serena no advento da gravação.
Cândido Vaccarezza chegou todo simpático, fazendo questão de cumprimentar todos aqueles que estavam no ambiente com um aperto de mão acompanhado de um sorriso.
Surpreendente só se não se tratasse de um representante do governo que almeja permanecer no poder por mais quatro anos.
“Quantas pessoas Valter?” – Helinho pergunta sobre o chat no final do segundo bloco.
“100” respondo, e até o final do programa 138 internautas discutem a existência da “direita” e da “esquerda” na política contemporânea.
Vou aceitando os ataques politizados, mesmo os ideológicos, as criticas diretas ao programa e a TV Cultura, de gente que realmente não está “desse lado” da tela e desconhece (porque não é quem faz) o fato de que realmente não existe censura na aprovação de comentários.
Mas enfim, não tirei nenhuma conclusão até a saudação final do Professor, mas lembrei de um dos primeiros diálogos quando cheguei a tarde na TV.
“E Professor, o que aconteceu com o Corinthians? Não conseguiu ganhar do Palmeiras?”
“Pois é, tomamos dois gols de zagueiro” Heródoto respondeu um pouco sem graça e só não foi mais certeiro que o são paulino Helinho: “Ter que contar com ajuda do Corinthians é fogo. Agora eu entendo o que deve ser torcer pra esse time… só sofrimento”
Feriado, dia de sol, gravação.
Nada como alguns comentários futebolísticos para retratar o quão tranqüila foi a gravação.
Por outro lado, a entrevista parece que foi digna de Segunda-Feira chuvosa.
Hoje, resolvi sair em cima da hora na esperança que a chuva passasse, mas acabei tomando um balde de água fria ao ter que esperar quase duas horas dentro de um ônibus lotado.
Aí, chegando na TV, fui informado pelo Edu, claro, com paciência típica de um descendente de italianos, que não temos mais a famosa enquete, minha estimada companheira de noites de segunda e assim, deveria ter chegado duas horas antes….
Enfim… passando o desconforto típico de segunda-feira corri para pegar as assinaturas dos convidados, ver se estava tudo OK no estúdio, colocar-me a disposição daquilo que fosse necessário. Afinal de contas, estagiário que não serve pra servir…
Tudo certo, também porque já havia preparado as informações que seriam postadas no CHAT que acompanha a transmissão via internet e pronto!! Mesmo com mais de meia hora de atraso, estávamos eu, o Edu e o Helinho sentados na redação para acompanhar mais um programa! (Eh saudades de estar ao lado da Lúcia lá no estúdio…hehehe)
Quando o programa começou, olhei no monitor e vi no “centro” aquele senhor com ares prepotentes, um estereotipo bem “de político” que infelizmente carrego e que o presidente do PPS, Roberto Freire, sequer fez questão de esconder. Lembrei da Marina Silva, tão introspectiva, enquanto observava o jeito excessivamente comunicativo e que, admito, me causou desconforto (Isso porque até aí nem tinha ainda ouvido o Sr. Freire falar)
Enquanto observava o discurso do convidado da noite, as fugas das respostas, eu ria da falta de caráter e da “cara de pau” dessa gente que é mestre em representar os próprios interesses, enquanto deveria, socialmente, ”cortar o próprio umbigo”.
Ta aí um médico especialista que todo político deveria passar… cirurgião de umbigo… todo mundo que entrasse na política teria que tirar o umbigo para, simbolicamente, mostrar que ali eles representam o desejo de um povo e não uma estratégia ideológica de beneficio próprio.
“Infelizmente ele enrolou, enrolou e não respondeu a minha pergunta”
Pois é, pensei enquanto aceitava o comentário no chat, essa entrevista vai ser um chove não molha que… haja paciência. E foi!
Arquivado em: [EstaDiário]
Faz algum tempo que me questiono sobre o conceito de dualidade aplicado ao cotidiano das pessoas.
Dizem que as escolhas são muito mais complexas que os simplórios maniqueísmos que se apresentam cotidianamente nas nossas vidas…
Agora… como estagiário, me deparei com a necessidade de uma resposta “dualística” à enquete do dia:
Feriado Nacional, dia de gravação do Roda. Amigos na praia, pessoal em casa descansando, chuva, gente da equipe de férias, você vai trabalhar… Sim ou Não?
Claro que, como estagiário, não posso simplesmente escolher entre um e outro e por isso, às 17:23h estava aqui, sentado na minha cadeira, organizando os textos postados no chat à partir das 18:30h, hora da transmissão participativa, ao vivo pela internet.
Chegando no restaurante executivo vi que as coisas já estavam todas feitas e o Edu fez questão de mencionar que precisou resolver tudo sozinho. Levei o comentário como uma bronca, mas fiquei tranqüilo pois, afinal de contas, tudo estava resolvido para que o programa entrasse no ar pontualmente.
Enquanto resolvia questões praticas do estúdio, voltei para o restaurante e percebi que a nossa convidada, a Governadora do Pará Ana Júlia Carepa, estava procurando uma coca zero para beber.
Logo me vi correndo até o outro restaurante para trocar duas cocas “normais” pelas desejadas “zero”.
“_ Infelizmente eu não posso trocar, os valores são diferentes” – disse com um olhar de desaprovação uma das moças do restaurante.
“_ Moça, a senhora não entendeu. Essas cocas são para a convidada principal do programa que acabou de chegar para beber alguma coisa. Você pode me dizer tudo, a única coisa que não posso fazer é deixar de levar essas cocas para ela”.
Argumento convincente, digno de uma cria da televisão. Um dos meus principais aprendizados aqui na TV Cultura foi esse: Não interessa como ou o quê você faça, o que vale é resolver o problema que aparece o mais rápido e independentemente possível.
E bem… ela me deu as cocas, a governadora bebeu e quando a vinheta de abertura do programa começou a tocar, eu já estava ofegante, sentado na minha cadeira, diante do computador para aprovar os comentários do chat.
Hoje tudo correu bem… quem participou estava interessado, pude também fornecer informações extras, links.
“_ Esse é um trabalho nobre” – eu disse ao Edu na semana passada, quando ele me explicou como procurava adiantar algumas coisas para poder fazer melhor a sua parte da transmissão participativa.
O tempo passou rápido. Quando vi estávamos no último bloco e fim!
“_Quantas pessoas participaram?
“_125
“_ Ta ótimo, em um feriado desses… – comentou comigo o Helinho”.
Putz, bem nessa hora me lembrei que hoje é feriado.Estava ciente de que minha noite de trabalho só estava na metade, afinal, tinha respondido SIM à enquete do dia.
Clique aqui e assista AO VIVO na segunda-feira, 12 de outubro às 17:30h
Ana Júlia Carepa
Governadora do Pará/PT
Concursada do Banco do Brasil, Ana Júlia Carepa começou a vida política no movimento sindical e na década de 90 partiu para os cargos eletivos.
Em 1992, ela foi eleita pela primeira vez como vereadora de Belém. Depois elegeu-se deputada federal, vice-prefeita da capital paraense e voltou à Câmara dos Vereadores, com a maior votação na história da cidade.
Em 2002, Ana Júlia Carepa tornou-se a primeira senadora a representar o Pará e em 2006 foi eleita a primeira mulher a governar o Estado, ao acabar com um período de 12 anos de hegemonia do PSDB.
No comando do governo, ela enfrenta um estado cercado de contradições e dificuldades, com conflitos entre desenvolvimento, infra-estrutura e conservação.
Na questão agrária, o Pará enfrenta desmatamento ilegal na Amazônia, a agropecuária tem o desafio de aumentar a produtividade do setor sem desmatar mais áreas e o estado tem um dos maiores índices de violência e conflitos agrários.
O estado registra também trabalho escravo e casos de violência contra a mulher.
Atualmente, o governo de Ana Júlia Carepa é alvo dos Ministérios Públicos Federal e Estadual, que investigam a compra de um kit escolar e a publicação de revistas, supostamente sem licitação e com preço superfaturado.
Participam como convidados entrevistadores:
Palmério Dória, jornalista;
Antonio Prada, diretor de Midia Latam – Portal Terra;
Catia Seabra, repórter especial do jornal Folha de S.Paulo
Ricardo Mendonça, editor-assistente de Brasil da revista Época.
Twitters no estúdio:
Julio Moraes, joranlista (http://twitter.com/juliomoraes)
Ana Lúcia Pires, jornalista (http://twitter.com/analuciapires)
Rodrigo Oliveira ÁLVARES, jornalista, repórter do Portal do Estadão (http://twitter.com/nacional_estado)
Fotógrafo convidado:
Marco Antonio Campos Moreira, arquiteto de informação (www.flickr.com/arcomoreira).
Apresentação: Heródoto Barbeiro
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Dizem que uma das coisas que jornalista mais gosta é trabalhar sob pressão.
Mentira! Quer dizer, pode até ser verdade porque ainda não sou jornalista. Porém, em tempos em que o diploma do profissional da mídia vale tanto quanto se paga ao produto de seu trabalho nas bancas de jornal, sinto-me, mesmo ainda um reles estagiário, no direito (e no dever) de dar os meus “pitacos”. Hoje, a gravação do Roda Viva com a governadora do Rio Grande do Sul Yeda Crusius, seguiu essa dinâmica.
Um dos editores de férias, ninguém que substitui, soma de problemas que se transformam em TRABALHO, não só para mim, mas para todos da equipe.
Depois das tarefas normais, fui ao restaurante executivo e me senti privilegiado de já estarem praticamente todos os convidados aguardando o programa começar.
Algumas palavras com o Heródoto, me apresento para os outros entrevistadores, autorizações, um pão de queijo e pronto, só faltava a surpresa do dia: “Hoje você vai ficar cuidando do CHAT”, dizia o Sr. Eduardo Petrella, companheiro de equipe.
“OK…” pensei, não deve ser algo tão complicado e realmente não é.
Depois de uma cordial saudação à governadora (talvez a mais “calorosa” que recebi dos entrevistados que acompanhei) corri para a redação. Hoje não poderia acompanhar a gravação no estúdio, talvez uma das coisas que mais gosto de fazer aqui no Roda.
No caminho, fui pensando na simpatia de Yeda, tentando imaginar que a mulher deve estar passando por um momento difícil, diante das muitas acusações, que sinceramente desconhecia até então.
Não ouvi o esperado: GRAVANDO!
Quando o programa começou já estava clicando aprovações, acrescentando informações e tudo com muito cuidado para não perder a dinâmica que a ferramenta possibilita.
“Essa mulher só se esquiva”, “Responde Yeda”, “Luiza (repórter da Cultura que tenta captar as perguntas dos internautas e fazê-las durante o programa) pede para o Heródoto dizer para ela ser mais direta”. Essas foram à maioria das mensagens que aprovei, contrabalanceadas por outras de incentivo e acusações de perseguição feitas pela mídia contra a política paulista.
“Edu, estão falando mal do PSDB aqui, eu aceito?” – pensando no que eu deveria fazer… Jornalismo ou Política?
“Aceita, você não é assessor de ninguém!” – respondeu e, não sei por que, continuei preocupado com as conseqüências de aprovar algum comentário que me colocasse em maus lençóis.
Os blocos passando, o frenesis, o bate-boca entre os internautas e eu já implorando comigo mesmo para o programa acabar.
“Putz, deu pau Edu.”
“Reinicia!’
O telefone toca, o Helinho fala um pouco, desliga, olha para mim e diz:
“É o Markun, dizendo que o Chat parou.”
“Eu sei, mas já to voltando”, respondi preocupado.
“O nosso tempo acabou dona Yeda” disse o Professor para a minha mais estúpida satisfação.
Estava exausto, não pelo trabalho, porque claro, não é de grande exigência intelectual apertar nos sinais “de mais” para o comentário ser postado no Chat. Porém percebi que, por mais banal que tenha sido a atividade, enfrentei um questionamento importante sobre o que é fazer jornalismo e a possibilidade que sempre tempos de ocultar as vozes e fragmentos de verdade quando intermediamos qualquer informação.
Não houve filtros da minha parte, censura (mesmo se muitas pessoas disseram isso nas mensagens). Não tive tempo para me deixar levar pelo medo. Confiei no meu colega de trabalho e fui adiante.
A experiência foi boa, edificante, mas ouvi dizer que a entrevista foi péssima. Se é que é possível dizer que houve entrevista, porque o pressuposto para que isso aconteça é a presença de respostas, que pelo visto não aconteceram.
Agora, como tenho que ficar aqui para divulgar o resultado da votação por telefone e internet, vou assistir, com calma, CLARO…
Clique aqui e assista AO VIVO na segunda-feira, 5 de outubro às 17:30h
YEDA CRUSIUS
Governado
ra do Rio Grande do Sul
Ela é uma das poucas presenças femininas com destaque na política gaúcha e a primeira mulher a governar o estado do Rio Grande do Sul.
Yeda Crusius iniciou o seu mandato com um rombo no caixa e enfrentou a pior crise das finanças públicas entre todos os estados brasileiros. Em seus três anos de gestão, o Rio Grande do Sul passou por déficits seguidos, até equilibrar o orçamento. Esse ano, ela zerou as contas e o estado apresentou superávit, mas a crise mudou da economia para a política.
Atualmente, Yeda Crusius é alvo de uma ação de improbidade administrativa e responde a um processo de impeachment, aberto na Assembléia Legislativa no mês passado.
Yeda Crusius é formada e pós-graduada em economia pela Universidade de São Paulo, com mestrado na Universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos.
Ela nasceu na capital paulista, mas adotou o Rio Grande do Sul no início dos anos 70, onde fez carreira acadêmica na Universidade Federal como professora e diretora, antes de entrar para a política na década de 90, acumulando três mandatos como deputada até se eleger governadora, em 2006.
Entrevistadores:
Laila Dawa, apresentadora do Jornal da Cultura;
Walter Nunes, repórter de Brasil da revista Época;
Claudio Augusto, editor de nacional do jornal O Estado de S. Paulo
Luiz Antônio Araujo, editor de política do jornal Zero Hora.
Twitters no estúdio:
Maira Begalli, gestora ambiental (http://twitter.com/mabegalli);
Marcelo Soares, jornalista (http://twitter.com/msoares)
Mariel Zasso, psicóloga (http://twitter.com/mariwell).
Fotógrafo convidado:
Rodrigo de Oliveira Ferroni, matemático
(www.flickr.com/rolifer e www.flickriver.com/photos/22084917@N06/popular-interesting).
Apresentação: Heródoto Barbeiro
